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Set Point, com Alcino e garotos do Projeto Grael, vence o Brasileiro desse ano.



O vice ficou com o misto Grumari-Ikara e Meia-Noite 2 em terceiro lugar.

por Eduardo Mendes

Acabou ontem o Brasileiro de 2008, mas só agora encontrei palavras.

A organização foi frugal, como deu pra ser. Mas acho que no geral o saldo foi positivo. Teve churrasco à vontade depois das regatas. A CR, Carlinhos, Cida e Chiquinho, esteve impecável.

Teve uma salinha onde a meninada do Projeto Grael fez um alojamento na noite de sábado pra domingo. O Fred ainda não parou de elogiar o bote que arranjaram pra ele tirar as fotos que viraram prêmios para todos os participantes, do primeiro ao último. Não tivemos protestos.

E ventou! A raia do Jardim Guanabara estava em dias de gala, não me lembro de ter corrido um campeonato inteiro com dias tão perfeitos assim. Sol, vento, aquelas ondas trabalhosas, desculpem o ufanismo, mas raia pra velejar tem que ser assim. Só a água é que podia ser um pouquinho mais limpa, mas como a gente brinca lá no fundo da baía, se a água ali fosse limpa a gente não ia ter grana pra ser sócio do clube...

Certamente esse vento todo teve participação do Chico, do Huascar, do Perozini, do Tito, do Vaz, do Tovar, do Samuca, do Álvaro, do Sérgio, do Trindade... daquela galera que agora está lá do outro lado e que gostava tanto de ver aquela raia cheia num dia de ventão. Valeu muito!

Venceu o melhor, o time do Set Point, com Alcino no leme, a rapaziada do Projeto Grael na proa e o Fred com um tremendo sorriso fotografando tudo. O vice ficou com o misto Grumari-Ikara, com o Flavio no leme e o Beto na secretaria (por Brasília) e os irmãos Pariz fazendo todo o resto. O Flavio talvez tenha sido o grande vencedor, pois conseguiu velejar como gente grande num mar que separa homens de meninos. Ficamos em terceiro, foi o que deu pra fazer. Velejamos no nosso limite, tínhamos um barco extremamente rápido, manobras quase perfeitas (muito de longe a tripulação mais experiente em Ranger do campeonato) mas o fato é que nossos adversários velejaram ainda melhor e mereceram chegar na nossa frente.

Em quarto ficou o novo comodoro da Classe, o Lula e sua tripulação no Catraio. Fizeram um campeonato discreto, certamente reflexo da temporada angrense do Catraio, mas com a habitual competência. Em quinto ficou o campeão estadual de RGS, Ricardo Tolentino e seu time do Barão Vermelho. Têm um imenso potencial para evoluir, basta correr um pouco menos de Vento Sul e um pouco mais de Ranger. Velejar eles sabem. Em sexto um exemplo para todos na Classe, o Antenor e sua tripulação do Mastership. Ele está investindo numa tripulação já há alguns anos, e os frutos começam a aparecer. Mantiveram uma bela regularidade, sinal de que estão evoluindo e deverão estar breve nas cabeças. Venceram o título da B, mas como seu proeiro Alexandre bem disse, eles querem mais do que isso. É assim que se pensa. O sétimo lugar, e vice na B, foi o incansável Les Must. De velas novas e lindas , o olho grande do resto do mundo fulminou-os, frustrando os esforços do Jean, Janete, Claudio Masuda e Édipo, que poderiam ter feito mais. Em oitavo, o nosso querido ex-comodoro Claudio "prego!" Alevatto, que somou esforços com o Charles e trouxe o Xukrut pra raia. Completando o time, Igor e Jacks, dois rangeristas dos bons tempos do Jardim Guanabara. Velejaram bem em algumas regatas, mas acabaram traídos pela irregularidade. Com um pouquinho de treino certamente estaria brigando nas cabeças. Em nono chegou o Petisso, com Edgar e um time de meninos do Projeto Grael. Foram regulares, certamente sentindo a falta de entrosamento. O Edgar já velejou bem melhor no ventão da Ilha, certamente foi outro caso de falta de entrosamento; afinal, bons velejadores havia a bordo.

Em décimo uma das revelações do campeonato, o Alexandre e sua tripulação do Carioquinha. Ficaram na raia, não desistiram e mereceram o título da C e o "mais maneiro", que dessa vez acabou não sendo entregue, mas que fica no registro. A estréia indica que eles vão longe. Outra grata surpresa foi a garotada do Radiance. O 11º lugar não refletiu a excelente velejada que Daniel, Gabriel, Felipe e Álison conseguiram fazer no seu campeonato de estréia. Foram traídos pela falta de experiência no barco (não poderiam ter escolhido condições mais difíceis pra aprender a "domar" o Ranger) e pelo próprio barco: Só completaram quatro regatas, vítimas de quebras generalizadas. Com um pouco menos de azar e talvez um pouco menos de vento por causa do seu peso essa garotada ainda vai dar muito trabalho: eles pertencem ao pelotão da frente. Finalmente o Cachapuz conseguiu correr um campeonato de Ranger - desta vez o calendário não coincidiu nada de Laser... Ficaram e 12º lugar, muito por conta da ausência no último dia. Começaram atrás, mas vinham evoluindo e poderiam ter feito mais. Espero vê-los de volta na raia sempre que possível.

O Wind Kiss (13º) ficou muito abaixo do que é o normal pra Marta e pro Sérgio. Faltou tripulação. Se o Lauro e a Renata tivessem podido correr com eles, certamente a história teria sido bem diferente. Em 14º ficaram o Werner e a sua tripulação do Vagabundo. Estavam evoluindo na tabela mas envolveram-se numa colisão lamentável com o Hórus na quarta regata, quebraram e ficaram de fora. E em 15º e último na tabela ficaram Rocha, Lauro e Geraldo (de Brasília) e o João, no Hórus. Não sei o que dizer. O Rocha estava receoso de que algo acontecesse ao barco emprestado pelo Hélcio, quase não veio correr, e tragicamente aconteceu. Foi a pior batida que vi em campeonatos de Ranger em 25 anos que estou na Classe. Os danos são reparáveis, e espero que o reparo custe apenas uma fração do primeiro e aviltante orçamento que eles receberam no ICRJ. De qualquer forma, foi a nota triste do campeonato, me deixou arrasado durante a semana e infelizmente tirou boa parte do brilho de tudo, pelo menos para mim.

É isso. Muito obrigado a todos os que ajudaram a fazer este campeonato, Ricardo, Jean, Zeca, Jônatas, Carlinhos, Cida... e tantos outros. A todos os que vieram e fizeram essa festa ser tão legal. A idéia era fazer uma festa de família, da Família Ranger 22´. Graças a vocês que compareceram, isso foi possível e aconteceu.

Até a próxima, e BONS VENTOS para a Classe Ranger!

Eduardo Meia Noite II - ICJG/RJ